Mulheres empreendedoras à frente do Direito Digital

22/11/2022 - Institucional

Há 20 anos, a advogada Patricia Peck vislumbrou que a Tecnologia da Informação e todo o mundo digital que estavam nascendo também deveriam ser abordados pelo Direito e escreveu o livro Direito Digital, que já está na sétima edição e tem servido de base para as decisões do Superior Tribunal de Justiça.

“Se a sociedade estava mudando, o Direito também iria acompanhar essa transformação”, afirmava Patricia. “Não se tratava de uma disciplina à parte, mas de uma área interdisciplinar, que envolveria todas as áreas do Direito e permearia todas as frentes de negócio dos clientes.”

Há 18 anos, ela empreendeu e vem idealizando uma das maiores bancas de advogadas especializadas em Direito Digital, que hoje com outros profissionais multidisciplinares formam o Peck Advogados.

Composto hoje por 65% de mulheres, maioria nos cargos de gestão, liderança e Diretoria Executiva, as profissionais do Peck Advogados são multidisciplinares, especialistas em Direito Digital, PMOs, analistas de projetos, cientistas de dados, Cibersegurança, Compliance e Legal Design, com certificações em Proteção de Dados, DPO, Segurança da Informação, entre outras áreas. “Elas ajudam a pensar e viabilizar a inovação e a transformação digital”, afirma Patricia Peck, CEO, sócia fundadora do Peck Advogados, advogada especialista em Direito Digital, Conselheira Titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD) e professora de Direito Digital da ESPM, com 36 livros publicados.

Segundo a advogada especialista em Direito Digital, a razão de ser da inovação é contribuir para o negócio dos clientes, como uma forma diferente de realizar um processo, um projeto, um produto ou um serviço que o torne mais rápido, mais barato ou mais eficiente. Se não mudar algo de forma concreta e sustentável e não gerar um benefício palpável, é apenas criatividade, não inovação.

“Em outras palavras, inovação é fazer algo melhor, mas de uma forma que ninguém fez antes, e não fazer o diferente pelo diferente”, comenta Patricia Peck. “E acredito muito que a tecnologia não é inclusiva se não tiver a participação feminina”, ressalta. No Brasil, apenas 20% dos profissionais de TI são mulheres, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), e a diversidade de gênero em ciência e tecnologia ainda é um problema cultural que começa na infância. Como resolver?

Para Patricia Peck, o caminho está na desconstrução de naturalizações do que é entendido como masculino ou feminino e na normalização da área como uma possibilidade de estudo e carreira para as mulheres.

Com a missão de viabilizar a inovação digital, o escritório já apoiou centenas de projetos pioneiros que contribuíram para revolucionar a prática do Direito Digital e transformação tecnológica nas empresas, tais como: primeira oferta de plano de saúde pela internet; homologação do uso de biometria no ATM; viabilização dos contratos de matrícula eletrônicos, e o ENEM Digital.  Tem atuado, ainda com projetos em Inteligência Artificial (IA), conformidade de bots com a LGPD, telemedicina e proteção de ativos no Metaverso.

“O Direito Digital expandiu muito nos últimos anos, principalmente com mudanças regulatórias que passaram a exigir um acompanhamento próximo e contínuo das suas principais temáticas, nos mais diversos setores econômicos, público e privado”, afirma Patricia Peck, sócia-fundadora e CEO do escritório e membro titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados (CNPD).

Nos planos do Peck Advogados também estão a internacionalização até 2025, e a expansão das parcerias com consultorias de negócios e tecnologia, além das já existentes com escritório na Europa, EUA, Canadá e América Latina.

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