“Chatbot teria que contribuir para a previdência?”, questiona advogada Patrícia Peck

31/01/2023 - Notícias
As consequências da inteligência artificial (IA), que está se popularizando cada vez mais, começam a ser sentidas em diferentes áreas da vida. Uma delas pode ser até mesmo a previdência social. “Será que esse Chatbots teria que contribuir para não ter um problema na pirâmide de previdência?”, questionou Patrícia Peck, sócia-fundadora do Peck Advogados e Conselheira Titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPD). Ela explicou: quem está aposentado recebe o benefício a partir de dinheiro recolhido das contribuições dos trabalhadores ativos. Chatbots, cada vez mais avançados e eficientes, conseguem fazer tarefas que antes eram designadas a seres humanos, substituindo a força de trabalho. Isso pode ter impactos na arrecadação previdenciária. “Se eu tiver uma substituição acelerada, nos próximos 10, 15 anos, isso é um tempo tão rápido, que pode ser que quando nós mesmos nos aposentarmos, um robô não vai estar pagando para nós. Não teremos aposentadoria, porque quem está aposentado recebe de quem está na força de trabalho”, afirmou, nesta sexta-feira, 27, em painel no Legal Innovation: Data Protection Day, realizado em São Paulo. Para ela, a atitude de órgãos reguladores não deve ser de criar barreiras, quando surgem novas tecnologias, como IA, mas deve-se entender que pode haver consequências em diferentes esferas da vida, que nem imaginamos. “Você pode criar uma tecnologia que, no primeiro momento, parece algo maravilhoso. Você não percebe efeitos colaterais e algo que pode, numa equação da balança, trazer uma desproporcionalidade, um risco para a sociedade”, argumentou. Ela deu como exemplo o uso de chatbots (como o ChatGPT) em tarefas escolares e como não é possível prever a influência que isso poderá ter nas próximas gerações. “Hoje, na inteligência artificial, você tem várias frentes: tem que pensar que há riscos de segurança, riscos éticos, de empregabilidade. Tem essa questão da privacidade, mas eu acho que ela é só uma ‘cosquinha’ nos assuntos relacionados à inteligência artificial. Quando juntamos esses grupos de estudo, eles têm que ser multidisciplinar ”, defendeu.   Por Patricia Peck, sócia-fundadora do Peck Advogados e professora de Direito Digital da ESPM. Fonte: Mobile Time
Compartilhe

Últimas notícias

07/01/2022

‘O Twitter não pode ter uma posição incoerente sobre fake news’, diz especialista em direito digital

O GloboNews Em Ponto recebeu a advogada Patrícia Peck Pinheiro, especialista em direito digital e cibersegurança. Ela comentou o questionamento do Ministério Público Federal ao […]

03/02/2025

Empresas já podem ser multadas pelo EU AI ACT

Algumas disposições do Eu AI Act já estão valendo para fins de fiscalização. Desde domingo (02/02/25), as empresas devem cumprir tanto com os requisitos de […]

27/09/2022

STF valida compartilhamento de dados pessoais entre órgãos públicos

Em análise conjunta da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 6649) e da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 695), na semana passada, o Supremo […]

Veja mais publicações

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

Receba conteúdos sobre Direito, Inovação e Negócios.

CADASTRE-SE

Nosso Escritório

Rua Henrique Schaumann, nº 270, 4º andar
Edifício Pinheiros Corporate,
São Paulo – SP | CEP: 05413-909
(11) 2189-0444